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Refugiados palestinos: uma campanha global pelo direito ao retorno

Refugiados palestinos: una campaña global por el derecho al retorno

 Palestinian refugees: a global campaign for the right to return

 

 

André Dutra

Graduando em História

Centro Universitário Anhanguera de Santo André.

Santo André, Brasil

andutra@gmail.com

 

 

Resumo: Este texto pretende apresentar a problemática dos refugiados no mundo e quanto essa questão, infelizmente, cresce de forma contínua. Com foco nos expatriados palestinos, demonstramos o lado antagônico da humanidade que, através de vários movimentos sociais, organizações e pessoas da sociedade civil, unem-se e formam uma grande aliança mundial benéfica, de auxílio, companheirismo e solidariedade: a Campanha Global pelo Direito ao Retorno à Palestina.

Palavras-chaves: Refugiados; Conflito Israel-Palestina; Direitos Humanos.

 

Resumen: Este texto pretende presentar la problemática de los refugiados en el mundo y que esta cuestión, desgraciadamente, crece de forma continua. Con foco en los expatriados palestinos, demostramos el lado antagónico de la humanidad que, a través de varios movimientos sociales, organizaciones y personas de la sociedad civil, se unen y forman una gran alianza mundial benéfica, de auxilio, compañerismo y solidaridad: la Campaña Global por el Derecho Al regreso a Palestina.

Palabras clave: Refugiados; Israel-Palestina; Derechos humanos.

 

Abstract: This text aims to present the problems of refugees in the world and how that issue, unfortunately, grows continuously. Focusing on expatriate Palestinians, we demonstrate the antagonistic side of humanity that, through various social movements, organizations and civil society people, come together and form a great alliance beneficial, aid, world fellowship and solidarity: The Global Campaign to Return to Palestine.

Keywords: Refugees; Israel-Palestine Conflict; Human rights.

 

*André Dutra: Graduando em História pelo Centro Universitário Anhanguera de Santo André. Membro do Comitê do Grande ABC/SP de Solidariedade ao Povo Palestino, colaborador do Setor de Relações Internacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e do Núcleo de Estudos de Política Internacional do Centro Universitário Fundação Santo André

 

Fecha de recepción: 30 de febrero de 2017.

Fecha de aceptación: 15 de marzo de 2017.

 

 

 

Introdução

Segundo o último relatório anual “Global Trends” divulgado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), que registra o deslocamento forçado ao redor do planeta com base em dados dos governos, ou seja, dados oficiais - mas que podem ser muito maiores - sinaliza que mais de 65 milhões de pessoas foram deslocadas por conflitos e guerras até o final do ano de 2015. Esta foi a primeira vez que o deslocamento forçado ultrapassou o marco de 60 milhões de pessoas. Dados estatísticos mostram que 1 em cada 113 pessoas no mundo é solicitante de refúgio, deslocada interna ou refugiada.

E dentre essa massa de expatriados estão os palestinos, que de acordo com a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), estima-se atualmente mais de 6 milhões espalhados pelo mundo. Sírios e palestinos são o maior contingente atendidos pelas duas agências, ACNUR e UNRWA. E esse número seria muito maior, pois desde o advento do Sionismo, quando os palestinos não são expulsos de suas terras, sobra-lhes a morte provocada.

Nesse aterrorizante cenário surge uma iniciativa que une todos os movimentos sociais, políticos, intelectuais e organizações em geral da sociedade civil com disposição de resistir e reconduzir o povo palestino à sua terra natal, a Campanha Global pelo Retorno à Palestina.     

 

Direito ao Retorno à Palestina: convergência das forças mundiais de solidariedade

A Campanha Global pelo Retorno à Palestina é um organismo aberto a todas as instituições e organizações mundiais interessadas na causa palestina, de todas as escolas de pensamento e contextos sociais. A campanha coloca, como prioridade, o direito dos refugiados de retornarem a sua terra. Atualmente, os membros da campanha estão distribuídos em mais de 70 países nos 5 continentes do mundo e realizam atividades e ações ora concomitantes com outras organizações de diversos países, ora particular. Tem como objetivos: divulgar as organizações da sociedade civil e suas finalidades específicas, chegando a um propósito comum para uma cooperação mundial, de forma organizada e projetando a causa maior que é o direito de retorno à Palestina; garantir que a causa palestina permaneça viva e relevante nos círculos de debate popular e no centro do movimento global dos direitos humanos; construir uma opinião pública local, regional e internacional, com dados e informações em tempo real e verídicas, não sofrendo influência da mídia convencional, conservadora e manipuladora pró Estado de Israel; apoiar a resistência do povo palestino na Cisjordânia, na Faixa de Gaza e em qualquer lugar do mundo em que sofra perseguições, objetivando viver livremente com dignidade e direitos e, sobretudo, para salvaguardar o retorno à Palestina como um direito sagrado e inalienável. Para atingir as metas e objetivos propostos, a Campanha Global pelo Direito ao Retorno conta com atividades e eventos planeados pelos seus membros em todo o mundo, em vários campos e diversos temas, como conferências e fóruns, atividades populares, exposições culturais, seminários literários e intelectuais, manifestações e marchas de solidariedade.

 

Milhões de pessoas demonstram fraternidade e a solidariedade aos refugiados palestinos cresce no mundo todo

A Campanha Global pelo Direito ao Retorno tem parceiros e membros em mais de 70 países ao redor do mundo, como: Palestina, Holanda, Líbano, Jordânia, Síria, Kuwait, Iraque, Egito, Mauritânia, Sudão, Iêmen, Paquistão, Índia, Malásia, Indonésia, Tailândia, Burundi, Irã, Tunísia, Marrocos, Argélia, Gana, Inglaterra, Escócia, Estados Unidos, Canadá, Venezuela, Chile, Brasil, Argentina, Colômbia, Cuba, Chipre, Nigéria, Mali, Quênia, Senegal, Camarões, Rússia, Turquia, França, Suécia, Holanda, Bélgica, Itália, Espanha, Noruega, Grécia, Alemanha, África do Sul, Rússia, Austrália, Etiópia e outros. Como o foco da campanha é o retorno à Palestina, a data anual e principal para ações na maior escala possível, é o dia 15 de maio, o chamado "Dia do Retorno", o dia seguinte à criação da farsa do Estado de Israel. Em um único dia, as aldeias e cidades palestinas foram invadidas e incendiadas e mais de 750 mil moradores foram expulsos de suas casas ou assassinados. Essa é a chamada Catástrofe Palestina (Al-Nakba).

Desde a sua criação, a Campanha procura alcançar a mais ampla participação da sociedade civil para servir aos objetivos da causa palestina. Foi lançada em abril de 2013 depois da Conferência preparatória realizada em Beirute no Líbano, com representantes de ONGs, mídia e ativistas de alguns países que apóiam a causa palestina. Ao redor do mundo, desde 2013, várias atividades também já aconteceram, como: comemoração ao Dia do Retorno (15 de maio) com vários outdoors espalhados pelas ruas e avenidas do Líbano e da própria Palestina, com cobertura e divulgação nos meios de comunicação tradicionais, populares e alternativos de vários países e nas principais redes sociais; realizações de conferências e seminários com a participação de membros da campanha de vários países, realizando troca de idéias e intercâmbios; atividades de campo e manifestações de solidariedade, aumentando a consciência política e social com relação à Palestina; produção de documentários e exibição de filmes, bem como apresentações de atividades culturais com performances musicais e recitação de poesias. Próximo ao Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino (29 de novembro de todo ano, data comemorativa instituída pela ONU para lembrar a Resolução 181 concernente ao Plano de Partilha da Palestina) ocorreu a I Convenção Global de Solidariedade com a Palestina.

Já em 2014, em outra data importante conhecida como o Dia da Terra (comemorado todo dia 30 de março) também foram realizadas várias ações, atividades e protestos em todo o mundo. No mês de maio do mesmo ano foi realizado em Gaza, com a colaboração do diretor de filmes Saud Mhanna, um Festival de Cinema que durou três dias. Em setembro, no Egito, ativistas locais também organizaram um evento musical em cooperação com Saqiyat Al-Sawi. Ainda em 2014, após o assassinato do jovem de 16 anos, Muhammad Abu-Khdeir, queimado vivo até a morte por colonos israelenses em Jerusalém (Al-Quds), os movimentos de solidariedade se intensificaram. Foi criada página oficial da Campanha no Facebook para, através dela, enviar vários convites para ativistas se integrarem à Campanha, além de uma extensa cobertura de todas as atividades e protestos que estavam ocorrendo em todo o mundo. Na segunda semana depois do assassinato, foi lançado o “Tudo pela Palestina”, iniciativa em que os movimentos foram organizados mais sistematicamente, publicando cartazes especiais e utilizando uma única linguagem visual com logotipo da Campanha também unitário. Os projetos foram produzidos em árabe e traduzidos para o inglês, espanhol, turco, francês e outras línguas. O “Pulse of Convoy Life”, uma iniciativa médica dentro do “Tudo pela Palestina” também teve um grande destaque e efeito positivo. Seu principal objetivo era formar um comboio de médicos voluntários e, assim, tentar facilitar a entrada em Gaza, através do portal de Rafah, para o tratamento dos feridos. Várias organizações e voluntários médicos de todo o mundo já entraram em contato com a Campanha Global com o intuito de colaborar nessa iniciativa. O Al-Quds Day (Dia de Jerusalém) é comemorado durante a última semana do Ramadã e, mais uma vez, várias organizações em muitos países produziram atividades, cartazes, panfletos e materiais em geral especialmente concebidos para a ocasião.

A II Convenção Global de Solidariedade com a Palestina aconteceu no final de novembro de 2014 e teve a presença de mais de 32 países de todo o mundo. Ao final dessa convenção, os diferentes debates e sessões de discussões resultou em algumas deliberações, tais como: Estabelecer uma rede de comunicação permanente e ativa entre todos os países e suas organizações, trabalhando para a troca de conhecimentos, experiências e idéias; Buscar patrocínio para formar estudantes que vivem em Gaza; Iniciar um campeonato de futebol internacional entre times de todo o mundo com o tema Direito ao Retorno e; Acompanhar de perto a evolução dos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada.

No ano de 2015, essas atividades realizadas em 2014 e muitas outras foram executadas, aumentando ainda mais a participação de movimentos sociais, populares, organizações políticas, estudantes, sindicatos, ativistas e simpatizantes da sociedade civil.

Em muitas partes do mundo, as pessoas apoiadoras da causa palestina e os membros oficiais da Campanha Global executaram diversas manifestações, dentre essas, podemos citar como exemplo o Comitê Escocês de Solidariedade à Palestina. Concentraram seus esforços no fortalecimento do Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel; Publicaram manual-livreto em conjunto com um grande sindicato escocês para pressionar as autoridades locais e empresas cúmplices da violação dos direitos cometidos contra os palestinos; Pressionaram o governo escocês no comércio de armas com o Estado de Israel durante os massacres de Gaza em 2014; Apoiaram o time de futebol Celtic Glasgow com bandeiras palestinas em um jogo contra uma equipe israelense; Organizaram protestos maciços contra eventos esportivos israelenses – num jogo de futebol internacional os protestos foram tão altos que o jogo que estava sendo transmitido em Israel, de acordo com um comentarista sionista: “Os manifestantes se deram muito bem, dava pra ouvir dentro e fora do estádio suas palavras de ordem...tentar abafar foi em vão...”. Um gerente da equipe israelense atordoado disse: “nós viemos aqui para jogar futebol. Por que temos que aturar isso aqui na Escócia?”; Ainda no boicote cultural, o Festival Internacional de Cinema de Edimburgo foi forçado a devolver dinheiro de patrocínio para a embaixada de Israel em 2006 e novamente em 2009. Em 2014, grupos culturais israelenses foram expulsos do maior Festival de Artes do mundo em Edimburgo e em 2015 nem apareceram; Pressionaram e, eventos de captação de recursos anuais para o fundo nacional judaico, foram cancelados após protestos persistentes feitos pelo grupo.

 

A América se levanta e o Brasil se soma na Campanha pelo Direito ao Retorno à Palestina

Nesse contexto de resistência mundial, acontece o I Congresso Latino-americano de Solidariedade com a Palestina durante três dias de abril de 2015 e que foi realizado em Caracas na Venezuela. Com o objetivo de organizar os vários movimentos da América Latina e articular atividades conjuntas em defesa do povo palestino, mais de 50 ativistas de várias organizações participaram representando 15 países da América Latina, EUA e da Palestina. No final do congresso, foi deliberado pelos participantes que a Liga Latina terá sua sede estabelecida na própria cidade de Caracas, na Venezuela, uma vez que é um território de paz e revolução, a terra de Hugo Chávez, um país de amor e solidariedade com os povos do mundo, além de ser o ponto chave para a causa palestina na América Latina por sua posição geopolítica estratégica. A partir desse congresso em Caracas, o Brasil, através do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra e o Comitê do Grande ABC/SP de Solidariedade ao Povo Palestino, se tornou oficialmente parte da Campanha Global pelo Direito ao Retorno à Palestina, além é claro, de contar com a colaboração de outros movimentos e organizações que também apoiam a causa. Assim como a Campanha Global sediada no Oriente Médio, a Liga executa as mesmas ações e atividades de acordo com o calendário de comemorações e feitos históricos da Palestina, porém com um foco mais regional.

O Brasil está inserido nesse calendário e atividades já descritas nesse artigo também foram efetuadas em terras brasileiras em 2015 e também em 2016. Dia da Terra, Dia do Trabalhador, Cursos de Formação Política, Fórum Social Mundial das Migrações, Marchas e Manifestações contra o governo ilegítimo de Michel Temer, Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, Olimpíadas sem Apartheid e tantas e tantas outras ações, com foco no Retorno à Palestina, foram executadas.

Na III Convenção Global de Solidariedade com a Palestina ocorrida em dezembro de 2015 e realizada em Beirute no Líbano, mais de 70 países - incluindo o Brasil - e mais de 300 ativistas, representantes da mídia, deputados, parlamentares, acadêmicos e autoridades religiosas participaram, além de 65 participantes de movimentos e organizações políticas da Palestina. Algumas resoluções foram: I – Apoiar a resistência e a chamada 3ª Intifada Palestina; II -  Intensificar a participação e divulgação do Dia da Terra em março do ano seguinte e; Fortalecer a juventude palestina na moral e força contra a ocupação israelense. O Dia do Retorno em maio de 2016 ganhou um slogan unitário e uma grande variedade de eventos em mais de 40 países, simultaneamente e durante 10 dias seguidos, foram realizados. Conferência da Cultura da Resistência no Líbano e Festival de Artes “Estrada para Jerusalém” com pinturas expostas em dez países, todas no mesmo período, são alguns exemplos desses eventos. Também simultaneamente com a III Convenção, foi realizado um “Encontro de Jovens” focando os mesmos objetivos, porém dedicado a jovens ativistas da Palestina e também dos demais países. Ainda como parte da programação oficial dessa III Convenção, os representantes das organizações de vários países efetuaram uma visita de campo para conhecer o Castelo de Beaufort no sul do Líbano e o Museu da Resistência Libanesa Mleeta.

Diante de tal quadro apresentado pelas agências oficiais ligadas à ONU, fica difícil não manifestarmos qualquer ação ou expressão de cooperação aos refugiados no mundo, sejam eles palestinos ou não. Principalmente quando as crianças são metade desses refugiados. De acordo com os dados da ACNUR, elas somavam 51% do total de refugiados em 2015. Muitas foram separadas de seus pais ou estão fugindo sozinhas. Ao todo, haviam quase 99 mil solicitações de refúgio de crianças desacompanhadas ou separadas de suas famílias registradas em 2015. Este é o maior número já visto pelo ACNUR — um reflexo trágico sobre como o deslocamento forçado global está afetando desproporcionalmente a vida da juventude.

Refugiados são sujeitos afetados brutalmente por um conflito/guerra, pelo acossamento da sua nacionalidade, grupo étnico, ponto de vista político ou por sua opção religiosa, que fogem de seus países buscando acolhimento e segurança. É indispensável que a comunidade internacional, contrariamente às fictícias saídas pela conflagração armada - onde o custo humanitário continua em progressão constante - procure soluções pacíficas na diplomacia, ponderação e sensatez política, a fim de civilizar as relações humanas. Esse é também o objetivo da Campanha Global pelo Direito ao Retorno. 

 

Referências

ACNUR: Deslocamento forçado atinge recorde global e afeta 65,3 milhões de pessoas. Disponível em: https://nacoesunidas.org/acnur-deslocamento-forcado-atinge-recorde-global-e-afeta-653-milhoes-de-pessoas/. Acesso em: 29 set. 2016

Arbex Jr, José. 2002. Terror e esperança na Palestina. 1. ed. São Paulo: Casa Amarela.

Buzetto, Marcelo. 2015. A questão palestina: guerra, política e relações internacionais. 1. ed. São Paulo: Expressão Popular.

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Pela primeira vez, equipe de refugiados disputa olimpíada. Disponível em: http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2016/08/pela-primeira-vez-equipe-de-refugiados-disputa-olimpiada. Acesso em: 10 out. 2016

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Sand, Shlomo. 2015. Como deixei de ser judeu. 1. ed. São Paulo: Benvirá.

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